Amor infantil versus Amor adulto

Amor infantil versus Amor adulto???

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Em que é que estou a pensar?… Pois… nisto:
A única forma de Amor em que verdadeiramente acredito é aquela que deixa “o outro” solto para crescer, sem no entanto o abandonar.
 
 
É difícil? Pois é… mas também ninguém disse que seria fácil…
 
Penso que muitos de nós não sabemos amar com maturidade, o que implicaria amar a si próprio antes de amar o outro…

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Tipos de amor em relacionamentos: de que maneira se ama?
Todas as relações têm uma mistura de apegos, ainda que nem todos sejam saudáveis.
Sem dúvida, o melhor a fazer é estabelecer com nosso parceiro uma relação saudável e enriquecedora para que possamos crescer mutuamente.

Necessitamos de vínculos de amor para crescer, sentir segurança e ter uma autoestima saudável. A maneira como este vínculo se forma irá determinar se seremos felizes.

No entanto, nem todos os tipos de amor são adequados ou saudáveis. Alguns deles, em vez de trazerem confiança oferecem emoções negativas que nos magoam.

E tu, sabes qual o tipo de amor que tens com teu parceiro?

 


 

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1. O amor ansioso ou inseguro

 

Para compreender em que se baseia o amor inseguro, temos um  exemplo simples.

Tens um jantar de trabalho com os colegas e ainda não chegaste ao restaurante, quando de repente começas a receber mensagens do teu parceiro/a.

Pode ser que ele tenha aceitado essa reunião, essa saída com os teus colegas, mas mesmo assim já começa a ficar nervoso quando te vê sair. Quer saber os nomes das pessoas presentes, pergunta se não sentes falta dele/a e se não estarias melhor em casa do que nesse jantar.

Aos poucos, a pessoa vai-te coagindo com as suas necessidades, os seus medos e a sua desconfiança. De certeza que todos conhecemos este tipo de amor.

Aqui ficam algumas das características que tendem a manifestar-se nestas pessoas:

  • Precisam de demonstrações de amor quase constantes, como se estivéssemos obrigados a provar que continuamos apaixonados por elas. Em certos casos, até o ato sexual é mais uma manifestação de “propriedade” do que de verdadeiro carinho.
  • Estão muito dependentes das nossas reações. Preocupam-se com coisas sem importância, imaginando que algo mais se passa no relacionamento e que vamos deixá-las.
  • Mudam de humor facilmente. Há momentos em que somos tudo para elas e, instantaneamente ficam apáticos e desconfiados, como se tivéssemos feito algo errado.
  • Usam a manipulação emocional como a arma mais subtil e efetiva. Tentam satisfazer as suas vontades usando a chantagem, os “ultimatos” que aparecem do nada, ou mesmo, fazendo-se de vítimas para alcançar seus objetivos. Cuidado com esse tipo de pessoas.

 

2. O amor distante ou frio

 

As pessoas que se caracterizam por um amor distante ou frio veem as relações afetivas de um modo diferente dos outros.

Não precisam de estar constantemente junto do seu parceiro, precisam de espaço pessoal e não são muito expressivos emocionalmente.

Isto não significa que não amem, simplesmente amam de forma diferente e, às vezes, não se corresponde com a nossa forma de amar. Essas pessoas podem ser um pouco distantes e podem causar sofrimento ao parceiro.

Mas, quais são outros aspectos que podem caracterizá-las?

  • Não sabem interpretar as emoções do companheiro. Demonstram mínima empatia e dificilmente identificam as necessidades que a outra pessoa possa ter.
  • Precisam sempre do seu espaço pessoal e físico. Se em algum momento passamos deste limite, elas incomodam-se muito, ofendem-se e inclusive podem sentir-se traídas, como se fossemos incapazes de compreendê-las. Ao mesmo tempo não conseguem ver o nosso próprio sofrimento.
  • Tendem a preferir a solidão. Geralmente evitam os compromissos sérios e preferem as relações temporárias. O fato de serem frias não quer dizer que não tenham emoções. Simplesmente optam por reprimi-las. São pessoas que têm seu próprio conceito de como devem ser os relacionamentos afetivos e de quem seria “o parceiro ideal”. Uma idealização que ninguém, absolutamente ninguém, pode alcançar, e que causa grande sofrimento.

 

3. O amor seguro

 

As pessoas que constroem sua relação baseada num tipo de amor seguro são as que mais estabilidade e enriquecimento afetivo e pessoal tendem a conseguir.

Mas, qual é o segredo? Em que se baseia o amor seguro?

  • O amor seguro baseia-se na confiança mútua. Em ser uma pessoa madura, equilibrada e segura de si mesma, que não tem medo do compromisso e que imagina um projeto de futuro com a pessoa que ama.
  • Não manifesta ciúmes. Não tem necessidade de controlar o parceiro porque confia nele.
  • São pessoas que, apesar de acharem necessário dispor de espaço pessoal, querem também construir um espaço em conjunto com o seu parceiro, e permitem que o companheiro também disponha do seu próprio espaço. Respeitam, sabem construir e por sua vez, compreendem a importância de fazer projetos e de ambos formarem uma equipa.
  • Sabem dialogar e discutir com respeito. Compreendem que as diferenças são comuns em toda relação, mas sabem ceder para criar laços e para chegar a acordos de modo democrático.
  • Não manipulam, não existe egoísmo. Sabem ouvir, não geram desconfianças e preocupam-se diariamente em cuidar da pessoa que amam.

Para concluir, fica claro que, o mais saudável é, sem dúvidas, estabelecer com nosso parceiro um amor seguro. Mas, na realidade, a maioria de nós tem, nos seus relacionamentos, uma mistura das características referidas.

Também são muitas as vezes em que procuramos um pouco de espaço pessoal, em que necessitamos de estar sozinhos connosco mesmos .

 

 

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“Amor infantil versus Amor adulto:
 
 
No amor infantil a pessoa:
 
 
1- Vê o outro como extensão de si mesmo;
2- Apresenta medo do abandono;
3- Necessita de constante reforço para sentir/saber que é amada;
4- Tem comportamentos de dependência em relação aos outros a fim de satisfazer as suas necessidades físicas e emocionais;
5- Demonstra grande dificuldade em controlar comportamentos relacionados com suas emoções;
6- Precisa, frequentemente, de comportamentos que demonstrem certezas;
7- Sente que não existe fora da presença da pessoa amada;
8- Vive apenas o momento; Vê-se como o centro do universo;
9- Apresenta comportamentos de medo relativamente às mudanças e comportamentos de esquiva ao esforço excessivo para fazê-las;
10- Utiliza qualquer tipo comportamentos para não perder o relacionamento, optando até por se perder a si mesmo.
11- As suas necessidades são consideradas imediatas e desesperadas.
 
 
 
No amor adulto a pessoa:
 
 
1- Contempla as suas necessidades sob a perspectiva de ser responsável pela sua satisfação;
2- Considera-se inteira como é, não dependendo, dessa forma, de outra pessoa para se sentir completa;
3- Sente-se emocionalmente segura e assim consegue tolerar/aceitar sentimentos de tristeza e ansiedade (por exemplo), sem se deixar consumir por eles;
4- Identifica/observa que é amada e não precisa de procurar comportamentos na outra pessoa que possam provar isso;
5- Sente-se capaz de avaliar as situações e fazer julgamentos baseados em dados de realidade, além de procurar ter atitudes saudáveis no que se refere à satisfação das suas próprias necessidades;
6- Aceita comportamentos de imperfeição em si mesmo e nos outros e não se sente humilhada ou receosa quando comete erros;
7- Assume atitudes de responsabilidade pela sua vida, porém, aceita que não pode controlar tudo que acontece;
8- Sente-se completa em si mesma;
9- Planeia o futuro ao mesmo tempo que vive o momento (aprendeu com o passado);
10- Possui a habilidade de lidar com a empatia, o sentimento de culpa e a flexibilidade para a mudança;
11- Sabe que, ir além de sua zona de conforto é reforçador e essencial para o seu bem-estar geral e para a sua evolução e crescimento;
12- Consegue aceitar a perda do outro, mas nunca, a de si mesma.”

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 Agora pensa:

Qual é o teu tipo de amor?

E qual o tipo de amor do teu parceiro?

 

Isabel Negrão

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Fontes: 
https://melhorcomsaude.com/tipos-de-amor-em-relacionamentos-de-que-maneira-te-amam/
http://scienceblogs.com.br/psicologico/2011/11/amor-e-relacionamento-construindo-uma-relacao-a-dois/

Author: Isabel Negrao

Mãe de família, Artista plástica, Professora, Blogger, Terapeuta. Adoro o que faço . Foco: desenvolvimento pessoal, autoconsciência, vida plena e abundante. Meus pontos fortes: conteúdo, comunicação. Paixão: ajudar pessoas a resolver problemas. Segue-me ou torna-te meu amigo no Facebook. (Thank you for reading my posts! If you would like to connect, reach out to me on Facebook).

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