A Partir deste momento sou NÃO FUMADORA!

Olá pessoal!

Ontem à noite, enquanto fazia a minha costumada ronda pelos vários artigos de colegas que, como eu, desenvolvem o seu blog como ferramenta de trabalho, deparei-me com o testemunho fantástico de alguém que descrevia o seu processo para deixar de fumar e que, na minha opinião, funciona para quem quer que pretenda ver-se livre de um vício, ou hábito prejudicial e auto-boicotador.

E, o que li mexeu de tal forma comigo, que me devolveu para mim mesma e para uma intensa introspeção.

E, o resultado, foi este que agora vos apresento:

A PARTIR DE HOJE,  SOU NÃO FUMADORA!

A Sandy (a autora do artigo de que vos fal0) começa por colocar uma questão (e passo a traduzir…):

“Se conhecesses um método para deixar de fumar de um dia para o outro, fá-lo-ias?”

Grande pergunta!…

Pus-me a pensar há quanto tempo este vício me domina e contribui para a degradação da minha saúde, a todos os níveis e lembrei-me de como tudo começou:

Numa visita de estudo da escola, tinha eu cerca de 12 anos (!), quis ser igual às outras colegas, que eu via como modelos a seguir, mais populares e mais velhas (eu era a mais nova, a “pirralha”, uma espécie de mascote da turma) e forcei-me, literalmente, a experimentar o cigarro.

Ainda hoje me lembro da horrível sensação de revolta, de todo o meu organismo, contra esse ato bárbaro e lesivo… quase vomitei!

Mas, se queria ser igual aos outros e ser aceite por eles, o sacrifício impunha-se!

Daí que… insisti.

E insisti tanto, que consegui calar a sábia voz de protesto, do meu corpo, contra tal agressão. E o resultado foi uma infinidade de anos de auto destrutividade disfarçada de “glamour”… achava eu, que o ato de fumar me dava um ar irreverente e uma aura de artista rebelde e sexy…

… mais ou menos assim…

fumarsexy

 

… quando de facto, na realidade, não passava de uma fulaninha insegura, de hálito bastante mal cheiroso, poluidora do mundo interno e externo e com um arzinho muito provavelmente presumido e irritante, de quem se acha superior aos outros por fazer… m.rda!

Mais ou menos como isto…

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Escusado será dizer que não me tornei mais popular no liceu por causa disso, continuei a ser a pirralha da turma (pior, uma pirralha que se armava aos cucos!) e nunca arranjei sequer um namorado que me quisesse, durante essa época parva!

Mas o mal estava feito.

Estava irremediávelmente prisioneira de uma adição, que se prolongou por longos anos.

Valha-me a atenuante de dois períodos da minha vida nos quais mantive alguma consciência: durante a minha única gravidez consegui não fumar; comprometer a saúde do meu único filho, num momento em que se encontrava completamente indefeso, era demasiado criminoso até para uma inconsciente como eu!

O outro período foi durante os cerca de três anos em que vivi nos Açores, quando pratiquei todo o tipo de desportos, sobretudo aqueles relacionados com o mar, que eu adoro: a vela (embora nunca soubesse o que eram enjoos, nunca consegui fumar a bordo de um barco) e o mergulho – é muito difícil fumar debaixo de água, apesar de nesta foto o Jack Nicholson quase o conseguir 😛

fumardebaixodeagua

 

Mas como ia dizendo, nessa época, de alguma forma, mesmo inconscientemente, o mar fazia-me tão bem, que o hábito de fumar era completamente incompatível e aí, o meu corpo, com a sua sabedoria natural, tomou as rédeas no sentido de se auto cuidar… só precisei de não contrariar a natureza…

E o resultado foi que, esse tempo que vivi nos Açores, foi o mais produtivo da minha vida!

Profissionalmente, foi a época menos stressada, mais criativa e de maior reconhecimento artístico; físicamente, nunca estive tão em forma como nessa altura. Lembro-me de me sentir confiante, poderosa, capaz de realizar tudo o que eu quisesse

Mas, foi só eu voltar a Portugal Continental… para regressar aos velhos hábitos e essa sensação de poder, lentamente, foi-se esvaindo… até hoje…

Não é que eu não tenha feito várias tentativas para deixar de fumar, desde então. E também cresci, na consciência de mim mesma, através de várias ações deliberadas para me auto conhecer, escolhendo ferramentas que foram surgindo no meu caminho e que foram potenciando o meu desenvolvimento pessoal: o Reiki, o Ioga, a meditação, a psicoterapia e os meus grandes mestres… os livros (desde novinha, sempre amei os livros…)…

Mas, apesar de tudo isto, o vício de fumar acompanhou-me sempre como a minha maior incoerência… até ontem à noite!

A dada altura a Sandy diz no seu artigo:

“Eu pensava: deveria parar de fumar, mas, internamente, na verdade não queria isso! Fumar um cigarro era como um pequeno intervalo de fuga à realidade…”

Isto fez-me pensar que estava a viver um círculo vicioso: a atitude e o pensamento, sendo negativos, autodestrutivos e inconscientes, levavam-me a criar uma realidade desagradável, a vários níveis

A atitude e o pensamento são criativos. É um grande descaramento, termos uma atitude negativa e de falta de respeito por nós mesmos e ficarmos, depois, à espera que a resposta do Universo seja de prosperidade, abundância, saúde e bem estar!

Quando não te cuidas, a mensagem que passas para o exterior é de que não mereces ser cuidado/a. Por isso, não te admires das agressões externas que sofreres…

Mas voltando ao círculo vicioso que que falava – confrontada com essa realidade desagradável, impunha-se-me arranjar estratagemas de fuga. E aqui, surgia o cigarro como “solução” e elemento distrator.

Felizmente, no meu caso, o meu corpo não se deixou dominar totalmente pelas desculpas e elaborações distorcidas da minha mente e começou a enviar-me sinais de desagrado, de aviso, que foram ficando mais fortes: umas ligeiras tonturas e enjoos, de cada vez que pegava num cigarro; uma voz “sexy” cada vez mais rouca e um  persistente e nada “sexy” pigarro; e, ultimamente, uns “problemazitos” de tiróide que me fizeram bater com os costados num bloco operatório!

 

O ar sorridente da foto é só para disfarçar… na realidade, estava …… bem… cheia de medo…

image

Chega, ou querem mais?!

E depois, cai-me na sopa o artigo demolidor da Sandy!

Ontem, no exato momento em que fumava aquele que acabou por ser o meu último cigarro, tomei consciência do seguinte, que reafirmo aqui para comigo mesma:

1- EU NEM SEQUER QUERO FUMAR ESTA PORCARIA!

2- SÓ ESTOU A FUMAR COMO MANOBRA DE DIVERSÃO! O artigo da Sandy mexeu de tal forma comigo e com as minhas crenças internas de desmerecimento, que estou a usar o cigarro, mais uma vez para disfarçar e fugir dessa realidade!

3- O MEU CORPO SENTE-SE MAL E DOENTE POR CAUSA DISTO!

E decidi que, a partir daquele exato momento eu escolhia ser:  NÃO FUMADORA!

Não adiei para o dia seguinte, nem fiz planos para DEIXAR DE FUMAR.

Decidi: ACABOU!

Decidi que, escolher o melhor para mim, é a única atitude capaz de potenciar a mudança da minha vida, para melhor.

E EU TENHO ESSE PODER.

Porque, para deixar de fumar de um dia para o outro, é preciso FORÇA! E eu tenho-A!

Eu sou PODEROSA e sou capaz de fazer o que eu quiser na minha vida. 

A atitude é tudo!

Como diz a Sandy no seu artigo; ” Change happens in an instant!”(A mudança acontece numa fração de segundo). Eu tornei-me Não Fumadora, porque assim o escolhi em determinado momento.

E ISTO, QUALQUER UMA DE VÓS PODE FAZER: decidir ou fazer a escolha, de ser Algo ou Alguém Diferente.

E este conceito pode ser aplicado a qualquer campo da minha/vossa vida e relativamente a qualquer mau hábito ou crença destrutiva.

E pronto, é isso!

Sou NÃO FUMADORA!

E estou muito, muito grata!

Grata à Sandy pelo seu artigo, que foi o gatilho de toda esta minha reflexão.

Grata ao meu corpo, ao seu mal-estar e às próprias doenças, pelos sinais de aviso.

Grata a este grupo enorme de pessoas, com quem me parcerizei na aprendizagem desta minha profissão de Blogger e de Internet Marketer e que me tem proporcionado oportunidades únicas de autodesenvolvimento, como esta que hoje vos descrevo.

E pensar que tudo isto começou há oito meses atrás, com a decisão de adquirir um Blog…

Subscreve aqui a minha Newsletter se quiseres mais informações sobre o projeto que desenvolvi.

 

Este Blog tem sido para mim um espelho , revelador da minha essência, do melhor e pior de Mim, das minhas capacidades e limitações, uma verdadeira ferramenta de autoconhecimento

CLICA NA IMAGEM ↓

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E lembra-te: A Atitude é Tudo!

Tenho a certeza absoluta que, esta minha decisão, vai potenciar grandes mudanças na minha vida; desta mesma forma, há um ano e meio atrás, a decisão de comprar um blog e de me dar o direito de fazer o que gosto, resultou em verdadeiros saltos quânticos evolutivos no meu percurso de vida.

Por isso, decide conscientemente o que é melhor para Ti

Declara-o ao Universo e escreve-o num comentário aí abaixo.

E consegui-lo-ás.

Author: Isabel Negrao

Mãe de família, Artista plástica, Professora, Blogger, Terapeuta. Adoro o que faço . Foco: desenvolvimento pessoal, autoconsciência, vida plena e abundante. Meus pontos fortes: conteúdo, comunicação. Paixão: ajudar pessoas a resolver problemas. Segue-me ou torna-te meu amigo no Facebook. (Thank you for reading my posts! If you would like to connect, reach out to me on Facebook).

13 Replies to “A Partir deste momento sou NÃO FUMADORA!”

  1. Olá Isabel!

    Um artigo muito bem conseguido, com uma mensagem poderosa que como dizes e muito bem se pode aplicar em muitas áreas da nossa vida.

    Admiro a tua coragem e força de vontade, e tem tudo para dar certo!!!

    Em circunstâncias diferentes das tuas como é óbvio mas com o mesmo denominador em comum, eu também tenho vivido um autodesenvolvimento que nunca pensei conseguir, e isto tudo graças à MINHA ATITUDE e ao apoio incondicional da “nossa” equipa!

    Parabéns pelo artigo e pela tua decisão. Forte abraço 🙂

  2. Parabéns pela tua decisão minha querida!!!
    Aqui está o poder da decisão!
    Tomei a minha a esse mesmo respeito no final de 2014. A partir de 2015, não toco mais num cigarro! E assim foi!
    Já lá vai um mês e não pondero sequer uma recaida. Trata-se de uma questão de compromisso comigo mesma, coisa que aprendi imenso no seio do nosso grupo.
    Agora, força, e quando a tentação voltar, lembra-te do quanto te estás a sentir poderosa neste momento!!
    Beijinho grande!

  3. Grande Isabel, mas que grande artigo amiga!
    Antes de mais deixa-me que te felicite pela decisão, és uma máquina pá !!
    Estou certo que, tal como foste inspirada pela Sandy, também vais inspirar muitas “Isabeis” que necessitam de ler esta tua magnifica para terem a coragem de tomar essa sábia decisão!
    Grato pela partilha amiga !

  4. Isabel, realmente é uma grande DECISÃO!
    Quando o meu momento chegar, lembrar-me-ei deste artigo seguramente.
    Força nisso!

  5. EXCELENTE Isabel!
    Grande decisão tomada !
    Fico muito feliz por ti!
    Tenho que tomar também a minha decisão de ser NÃO FUMADOR
    PARABÉNS!
    CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP

    Obrigado pela partilha!
    Miguel Gouveia

  6. Parabéns pelo artigo Isabel.
    Cabe a nós tomar seja qual for a decisão para a nossa vida.
    Obrigado pela partilha.

  7. Espetacular Isabel! Antes de mais obrigada por partilhares o teu momento “Aha” quando diz respeito a um hábito tão destrutivo como O tabagismo. E MUITOS PARABÉNS por seres não-fumadora! Eu e a Rute deixámos de fumar à 2 anos e a sensação de liberdade é insubstituivel. Obrigado por partilhares!

  8. Muitos PARABÉNS, tanto pelo artigo como pela decisão!

    Muitas das pessoas que fumam quando contabilizam os gastos do tabaco esquece-se dos gastos que este faz à saúde!

    Temos a certeza que o processo não vai ser muito simples (o nosso pai fumou durante 25 anos e depois parou), por isso se precisares e apoio para te relembrar da tua grande decisão estamos cá e também todo o grupo. 😉

  9. Parabéns Isabel pela tua decisão e pelo excelente artigo que tal decisão proporcionou.
    Também sou um fumador consciente dos malefícios deste terrível hábito e também comecei nos meus 15 anos quando no grupo de amigos achávamos que fumar era uma atitude de homem e portanto quem não o fizesse era no mínimo “suspeito”!
    Também me lembro da indisposição que senti quando “travei” pela primeira vez o fumo na garganta. Fiquei tão mal disposto que nem vontade tive de jantar nesse dia.
    O teu artigo Inspira e a tua decisão está a bater aqui na minha cabeça.
    Pode ser que seja desta!
    Obrigada pela partilha

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