Murros na Alma

Maus tratos Emocionais são Murros na Alma!

 

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 Lê aqui outro artigo relacionado com este tema…

 

Quando a agressão psicológica é repetitiva transforma-se em dano!

 
PONTO!!!
 
E é necessário libertar-se disso!
 
Emitir palavras ou frases com carga de agressão psíquica é como bater em alguém.
Exemplo disso é quando uma mulher é constantemente maltratada psicologicamente por um companheiro, que a diminui e corrige em todas conversas ou eventos, públicos ou privados, quando a critica e desvaloriza a toda a hora, com a finalidade de a deixar ficar mal perante os outros e de a fazer desacreditar em si própria.
Muitas vezes, devido a esta situação repetitiva, a mulher fica calada, paralisada pela sensação de incapacidade de resposta.
E continua a suportar uma situação que a faz sentir-se insegura, desvalorizada e aniquilada.Na verdade, todas as palavras têm poder, sobretudo quando são ditas com má intenção e de forma repetitiva e isto espezinha a personalidade da vítima, configurando um cenário de agressão mental ou psicológica.A vítima vai perdendo segurança em si mesma e acredita que não é capaz de fazer nada bem.
É por isso que muitas vezes fica calada e prefere tolerar o agressor, apesar de ser insultada e ignorada… 
Além disso, a pessoa agredida sente medo de não ser aceite e tem pavor da solidão.
 
 
Terá tendência a desenvolver ansiedade, depressão, transtorno maníaco-depressivo, fobias, ou até mesmo doenças físicas tais como problemas digestivos, cardíacos, respiratórios, articulares, musculares e até mesmo cancro… na minha opinião todas as doenças do nosso corpo têm uma origem psicossomática e alguém me dizia um dia desses, que o cancro é a doença da falta de Amor…. 
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A vítima poderá também justificar constantemente o agressor e poderá chegar ao extremo de desculpar a sua atitude e desvalorizar as agressões contínuas. Para além disso, pode acontecer que a frustração que sente se transforme por sua vez em violência, que será dirigida contra pessoas próximas (os filhos, ou alguém subalterno no emprego, por exemplo), em vez de ser dirigida ao responsável pelos danos psicológicos.
 
Então, qual será a melhor solução para os maus tratos emocionais?
 
O problema é que a pessoa maltratada, na maioria das vezes, não se apercebe que é afectada e ainda menos que é agredida. Permite que os seus direitos sejam violados e aceita a humilhação como algo que merece.
Acaba por se auto culpar e olhar para o seu agressor como sua vítima.
Segundo algumas correntes da Psicologia, a violência mental ou psicológica advém de causas elaboradas na infância (abuso psicológico e desvalorização por parte dos pais, professores, ou outros cuidadores, por exemplo), o que torna difícil para a vítima entender o que acontece consigo e libertar-se dessa carga, já que viveu nesse tipo de contexto durante a maior parte da sua vida.
Como consequência, produz-se o efeito do síndrome de Estocolmo, que é quando o atacante é visto pela vítima como aliado ou salvador, tornando-se cúmplice dele, apesar do abuso e dos maus tratos que sofre.
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Por sua vez, os agressores psicológicos também foram invariavelmente maltratados, física e verbalmente, na infância, pelos seus progenitores.
Por isso são inseguros, complexados, têm baixa auto-estima e sentimentos de inferioridade. Por essa razão têm necessidade de espezinhar e diminuir as suas vítimas, com o objetivo de se sentirem ilusoriamente superiores e poderosos.
 
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Na realidade, é durante a infância que a criança constrói as bases da sua personalidade, influenciada pelo ambiente em que vive. Se sofrer violência mental ou psicológica, acabará por interiorizar a posição de vítima, situação que tenderá a cristalizar-se ao longo da adolescência e da vida adulta.
Poderá ter sentimentos de desvalorização  e, em muitos casos, será mesmo indulgente com o agressor, sentido-se incapaz e ineficiente, culpando-se a si mesma e achando-se merecedora do castigo.
 
No entanto, devemos ter em conta que uma vítima pode também um potencial agressor.
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Quando as crianças ou adolescentes são vítimas de manipuladores mentais, pais, mães, irmãos mais velhos ou outros familiares, professores, etc., e foram permanentemente submetidos à desaprovação, humilhação e falta de carinho, significa que cresceram com o estigma de que não prestam, e transformam-se em pessoas com uma baixíssima auto-estima, sentem-se desvalorizados e deprimidos, podendo reagir agredindo, humilhando e aterrorizando outros, com a finalidade de se sentirem superiores.
 
Trata-se de um círculo vicioso.
 
Na realidade,  pode acontecer que alguém sofra este tipo de violência pela primeira vez quando adulto, mas é muito mais provável que isso se tenha gerado em maus tratos, físicos ou psicológicos, sofridos na infância.
 
É necessário lembrar que a agressão psicológica pode ou não ser acompanhada de danos físicos e, em muitos casos, a violência psicológica é mesmo a ante-sala da violência corporal.
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E então qual será a solução?
 
Na minha opinião, é necessário que a vítima receba tratamento e, se possível, o agressor também.
 
 
Para isto existem diversas terapias: a psicoterapia, a terapia humanista, a terapia racional construtivista, a terapia cognitiva comportamental, a sistémica, a terapia de casais, de grupo ou familiar, para além de outras terapias auto-cuidadoras que ajudam a fortalecer a personalidade e a tomarmos consciência do nosso poder pessoal, tais como o Reiki, a Reconexão e o Yoga, por exemplo…
… e até, em certos casos, poderá ser indicado o seguimento psiquiátrico e medicamentoso.
 
E resulta ou não?
 
Na realidade não há garantias, porque cada caso é um caso.
O importante é que as pessoas envolvidas tomem consciência e reconheçam que existe um problema, procurem ajuda, iniciem o processo e persistam nele até o completar.
É importante que o agressor tome consciência de que age de forma errada, que tem um problema e que deve mudar…
 
 
E nunca é um processo breve.
É um caminho longo e necessita de empenho, consciência e honestidade de propósito por parte dos envolvidos.
Por isso é tão difícil e, na maioria das vezes, as pessoas resistem a ver essa alternativa e os resultados são muitas vezes trágicos, ou vidas inteiras de sofrimento.
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Na realidade, por mais civilizados que possamos parecer e por maiores que sejam os avanços científicos e tecnológicos , ainda faz parte da carga humana o fato de sermos causadores e vítimas de violência.
Isso deve-se sobretudo à falta de consciência de quem somos individualmente enquanto seres, à incompreensão dos princípios fundamentais do respeito pela vida… e à falta de Amor…
 

Transcrevo abaixo um texto muito elucidativo, elaborado por Juliana Paim, psicóloga da Casa Abrigo, onde é descrito o perfil de um abusador/agressor típico: 

 

Perfil do agressor (físico ou psicológico):

“· Um agressor que tem como alvo mulheres, não as vê como pessoas e não as respeita como um grupo. De um modo geral, só vê as mulheres como uma propriedade ou como objeto sexual. Acredita, mesmo quando não assume, na supremacia masculina e no papel estereotipado dos géneros.

 

· Um agressor tem baixa auto-estima e sente-se impotente e ineficaz no mundo. Ele pode aparentar ser um vencedor, mas interiormente sentir-se derrotado. Esforça-se sempre  para parecer o “macho perfeito” e reage mal a tudo o que lhe pareça uma ameaça à sua imagem.

 

· Um agressor tem dificuldade em confiar nos outros e teme perder o controle. Por vezes isola-se socialmente e não demonstra outros sentimentos senão os de raiva. Vive normalmente tenso, sem capacidade de controlar a tensão de modo construtivo. Falta-lhe habilidade para criar amizades e tem dificuldade em ser assertivo sem ficar violento.

 

· Um agressor acredita que a sua angústia emocional é causada por factores externos. Justifica os seus comportamentos com: tensão, comportamento da companheira, “dia mau,” álcool, falta de sexo, ou outros factores. Culpa os outros e não assume responsabilidade pelas ações que pratica. Freqüentemente atribui aos outros um comportamento hostil, ou imagina provocações que não aconteceram.

 

· Um agressor pode ser agradável e encantador entre períodos de violência e pode parecer muitas vezes ser uma “pessoa agradável” para estranhos. Pode parecer ter dupla personalidade e/ou evitar repugnar conflitos.

 

· Um agressor acredita que o sucesso do relacionamento é da responsabilidade da companheira – se a relação não funciona a culpa é dela. Tem também frequentes conflitos com a sua companheira sobre diversas temáticas, tais como, divergências sexuais, profissionais, assuntos familiares, muitas vezes sobre cuidar dos filhos.

 

Sinais de advertência sobre o comportamento de um agressor

 

Os seguintes sinais normalmente aumentam a probabilidade do abuso e podem servir como pistas a potenciais agressões:

 

· Pode ter crescido numa família violenta ou repressora. Pessoas que experimentaram  a violência, foram reprimidas, ou testemunharam situações abusivas no lar quando crianças,  crescem aprendendo a ver a violência como um comportamento normal e aceitável.

 

· Pode apresentar tendência a usar violência para resolver seus problemas. Um jovem que tem antecedentes de entrar em brigas ou que gosta de agir de forma violenta, provavelmente irá agir do mesmo modo com a esposa (ou companheira) e com os filhos.

 

· Os agressores têm tendência a agir agressivamente mesmo diante de pequenos problemas e frustrações e têm um temperamento que os leva a agir impensadamente.

 

· É frequente abusar do uso do álcool e de outras drogas.

Há uma ligação forte entre violência doméstica e problemas com drogas e álcool, mas estes fatores isoladamente não explicam a ocorrência da agressão. Nem todos os dependentes químicos são agressivos.  Por vezes são as vítimas a refugiar-se na dependência, o que agrava o problema.  Freqüentemente, um agressor tenta justificar o seu comportamento dizendo que “eu não teria feito isto se não estivesse bêbado.”

 

· Normalmente tem  idéias definidas mais ou menos assumidas sobre o que um homem deveria ser e o que uma mulher deveria ser. Freqüentemente, os agressores têm uma ideia fantasiosa da vida. Pensam que as mulheres têm um único papel na vida: ser dependente, submissa, complacente; e os homens, também um único papel: ser chefe, tomar decisões, dominar, ser macho.

 

· Tem ciúmes de outras pessoas do rol de amizades da companheira (incluindo os amigos e familiares, masculinos ou femininos). A maior parte das vezes os agressores sofrem de intenso ciúme, quase paranóia, por vezes disfarçado no início do relacionamento, que pode conduzir ao isolamento da vítima. Ele quer saber onde a companheira vai, a que horas, com quem se foi encontrar. Um agressor acusará frequentemente a sua companheira de se exibir ou tentar conquistar outros homens.

 

· Tem acesso a armas de fogo, facas, ou outros instrumentos letais. Os agressores falam muito em usar armas contra as pessoas e ameaçam usá-las em caso de vingança.

 

· Tenta ter poder total sobre o relacionamento do casal e espera que sua companheira siga suas ordens e conselhos. Ele enfurece-se se a companheira não cumprir seus desejos e se não for capaz de prever o que ele deseja. Um agressor não pensa que os pontos de vista de outras pessoas também são importantes. Não aceita acordos. Um agressor pode até tentar decidir sobre o vestido da vítima, maquilhagem, penteado, escolha de amigos, etc.

 

· Pode apresentar  extremos de altos e baixos nos comportamentos, quase como se fosse duas pessoas diferentes. Os agressores são freqüentemente extremistas, ora extremamente carinhosos, logo depois extremamente cruéis. O agressor é quase sempre amoroso diante da família e dos amigos, e um monstro quando a sós com sua companheira.

 

· Justifica de forma errada a sua agressão, procurando a culpa nos outros. Os agressores frequentemente, consciente ou inconscientemente, tentam culpar outras pessoas ou acontecimentos sem qualquer relação com o problema. Nada do que acontece é culpa dele.

 

· O agressor começa sempre por ser agressivo verbalmente e/ou mentalmente mesmo quando  existe violência física.

Ele precisa de baixar a auto-estima dela de tal forma que ela tolere as agressões. Isto começa frequentemente com o agressor tentando diminuí-la nas pequenas coisas que a sua companheira diz ou faz, até que ela se sinta tão insignificante que ache não ser nada sem a ajuda dele e que ninguém iria querê-la se ele a abandonasse.

 

Algumas das tácticas para exercer poder e controle que o agressor utiliza são: 

 

-Envergonhar ou troçar da companheira na frente dos amigos dela ou familiares;

-Diminuir a importância das realizações ou metas de vida da companheira; fazê-la sentir-se como se não pudesse tomar decisões;

-Usar intimidação e ameaças para ganhar a complacência da companheira;

-Dizer-lhe que ela nada seria sem ele;

-Culpá-la pelo modo como ele se sente ou age;

-Pressioná-la sexualmente para atos que ela não está disposta a realizar;

-Fazê-la sentir que não há outra solução a não ser no relacionamento de ambos; 

-Impedi-la de fazer coisas que ela deseja – como passar tempo com a família e amigos.

 

Cumulativamente, estas táticas de poder e controle têm os seguintes efeitos sobre a vítima:

 

· Fazem com que ela se sinta assustada sobre como ele irá agir.

· Pede desculpas a outras pessoas pelo comportamento do companheiro.

· Acredita que poderá ajudá-lo a mudar, mudando primeiro seu comportamento.

· Acha que não deveria fazer nada que cause conflito entre o casal, ou que deixe o companheiro enfurecido.

· Acredita que, seja o que for que ela faça, ele nunca estará contente com ela.

· Faz sempre o que seu companheiro quer que ela faça em vez de fazer o que ela gostaria de fazer.

. Continua a viver com ele, porque tem medo do que ele faria se ocorresse a separação.

 

Diante de tais factos, fica a pergunta:

E se fosse consigo? Ou com a sua filha, a sua irmã, a sua mãe…”

Texto Adaptado por Juliana Paim

Psicóloga (Casa Abrigo/ DF)

 

Se identificas alguém presente na tua vida com este tipo de características ou comportamentos, fica alerta, toma consciência de quem és e de que mereces melhor e… procura ajuda.
 
Se, por outro lado, identificas estas características na tua própria personalidade, sê honesto/a contigo mesmo/a e toma consciência da tua necessidade de mudança. 
 
Também Tu precisas de ajuda! Procura-a! 
Só o fato de teres lido este artigo até ao fim, já é um sinal positivo…
 
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Author: Isabel Negrao

Mãe de família, Artista plástica, Professora, Blogger, Terapeuta. Adoro o que faço . Foco: desenvolvimento pessoal, autoconsciência, vida plena e abundante. Meus pontos fortes: conteúdo, comunicação. Paixão: ajudar pessoas a resolver problemas. Segue-me ou torna-te meu amigo no Facebook. (Thank you for reading my posts! If you would like to connect, reach out to me on Facebook).

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