"Com que entao, sempre havia um veado" , por Vitor Rua

“Com que então, sempre havia um veado”

Existem muitas pessoas – infelizmente – para as quais a palavra “desculpa” não faz parte do seu vocabulário. Seja por teimosia, arrogância, orgulho ou outra razão qualquer, “pedir desculpa”, não lhes passa pela cabeça. Ou passa, mas não lhes sai a palavra. E não usando essa palavra, vão acumulando “culpa” pois “pedir desculpa” serve como “purgante” para a nossa consciência.
Pedir desculpa deveria ser tão normal como dizer-se “Bom Dia”.
Num casal, não deve existir palavra mais importante para se evitarem tantos transtornos e discussões a maior parte das vezes inúteis e desnecessárias.
Vou dar alguns exemplos de como pode ser útil o uso da expressão “desculpa”, recorrendo ao nosso casal imaginário, o Pedro e a Luisa.
O Pedro tem no relacionamento várias funções domésticas e entre elas está incluída a de lavar a loiça. Um dia ele chega do emprego, preparar o seu jantar, come e vai ver o jogo de futebol e não lava a loiça. A sua mulher Luisa chega cansada a casa do emprego e de ainda ter ido às compras e ao chegar à cozinha encontra a loiça por lavar. Dirige-se à sala e diz ao Pedro: “Bolas! Não lavaste a loiça e eu queria agora cozinhar uma tarte de maçã e assim não consigo”.
Agora vamos observar esta resposta “errada” do Pedro perante esta questão: “É pá, estou a ver o jogo… Amanhã lavo”.
Ora está resposta do Pedro é completamente “errada” por variegadas razões: em primeiro lugar não pede desculpa da sua falha; depois usa como “justificação” estar a “ver o jogo” ou seja, a curtir; depois ainda tem a “lata” de adiar para “amanhã”; e por último, este tipo de frase leva a que a Luisa lhe responda e irá, com toda a certeza levar a uma discussão e até “climão” absolutamente desnecessários. 
E “desnecessários” porque a resposta “correcta” do Pedro deveria ser: “Desculpa, vou já lavar tudo… Distraí-me com o futebol… Desculpa” e tudo fica resolvido, ponto final, parágrafo.
Outro exemplo: o Pedro chega tarde ao jantar de aniversário da Luisa e a desculpa que dá é que chegou tarde “porque um veado atravessou-se na rua no Marquês do Pombal e teve de vir a polícia e ficou quase uma hora retido. A Luisa não acredita em tal desculpa e passam o jantar em discussão: “ao menos podias ter arranjado uma desculpa mais plausível”.
Quando chegam a casa ainda chateados, Luisa liga a TV e no telejornal ouve a notícia: “Veado atravessa-se nas ruas da cidade de Lisboa, interditando o trânsito em várias horas”.
Vamos agora ver a frase “errada” da Luisa: “Com que então, sempre havia um veado”. E é errada também por várias razões: a primeira, mais uma vez, porque não se pede desculpa; depois porque se começa a frase com um “arrogante” e ainda “duvidoso” “com que então”; e por último, porque mais uma vez, está frase vai trazer discussão desnecessária. 
E desnecessária porque bastaria : “Desculpa ter duvidado de ti” e ponto final parágrafo.
“Pedir desculpa” é bom para a pessoa que recebe o pedido, mas também faz muito bem a quem pede. “Pedir desculpa” é uma prova de carácter.
Um casal que use com frequência o “pedir desculpa” é meio caminho andado para uma relação saudável.
Se errarem, peçam desculpa! Vão-se sentir melhor.

Vítor Rua

 

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Author: Isabel Negrao

Mãe de família, Artista plástica, Professora, Blogger, Terapeuta. Adoro o que faço . Foco: desenvolvimento pessoal, autoconsciência, vida plena e abundante. Meus pontos fortes: conteúdo, comunicação. Paixão: ajudar pessoas a resolver problemas. Segue-me ou torna-te meu amigo no Facebook. (Thank you for reading my posts! If you would like to connect, reach out to me on Facebook).

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